A Associação dos Renais Crônicos (ARCRON) realizou, neste sábado (7 de junho), a primeira edição do evento “Saúde Renal”, reunindo pacientes, profissionais e colaboradores em uma programação voltada à informação, acolhimento e promoção da qualidade de vida.

O evento contou com palestra da formanda em Medicina Débora Cruvinel, transplantada renal, além de exposições conduzidas por profissionais das áreas de assistência social, psicologia e das Práticas Integrativas e Complementares (PICs).

A abertura foi realizada pelo presidente da ARCRON, Marcos Erlan, que destacou o compromisso da entidade em promover a melhoria da qualidade de vida dos pacientes renais e de seus familiares. Segundo ele, a atuação da Associação está estruturada em três frentes principais: o acompanhamento ao paciente renal crônico, por meio de atividades complementares ao tratamento; a prevenção da doença renal, com ações como o Dia Mundial do Rim, realizado em março; e a formulação de políticas públicas, além da defesa do acesso ao transplante para todos, especialmente durante a campanha Setembro Verde. O presidente ressaltou ainda que todas as atividades oferecidas pela Associação são gratuitas.

Durante sua palestra, Débora Cruvinel explicou que, em nível global, o diabetes é a principal causa de perda da função renal, levando muitos pacientes à diálise. No Brasil, no entanto, a hipertensão arterial se destaca como o principal fator responsável pelo comprometimento renal. Ela também enfatizou que o transplante não representa a cura da doença renal crônica, mas sim uma modalidade de tratamento que exige cuidados contínuos, sobretudo em relação ao uso de imunossupressores.

No campo das atividades complementares, a assistente social Nelma Lima informou que a ARCRON já iniciou a oferta de Pilates, além de disponibilizar serviços de fisioterapia e arteterapia, todos conduzidos por profissionais capacitados.

A atuação da psicologia foi apresentada pelas profissionais Ana Carolina e Bárbara, que realizam atendimentos presenciais e online. Bárbara destacou que, diferentemente das clínicas, a Associação consegue oferecer um acompanhamento mais individualizado, devido ao menor número de pacientes atendidos. Já Ana Carolina ressaltou que a doença renal crônica frequentemente está associada a quadros de angústia, depressão e ansiedade, o que torna o atendimento psicológico individual ainda mais necessário.

As Práticas Integrativas e Complementares também tiveram espaço no evento. A equipe da terapeuta Romilda realizou atendimentos com acupuntura e outras técnicas da medicina tradicional chinesa, além da aplicação da Barra de Access, voltada à reprogramação mental. O psicanalista Amauri destacou a importância dessas práticas como aliadas na melhoria da qualidade de vida dos pacientes renais.

Ao final da programação, os participantes participaram de um momento de confraternização, com a oferta de caldo de mandioca com frango e macarronada.